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05.02.2010 às 17:15

Conceição Baia


Maria da Conceição Baia de Sena
Foto: Arquivo Pessoal

Em 1995 Conceição Baía tinha o desafio de implantar um serviço de apoio e orientação ao consumidor em Belém, no Pará. Foi nessa época que conheceu o trabalho do Idec e virou fã de carteirinha do Instituto de São Paulo. Ajudou a criar o serviço, mas com a mudança do governo local, a iniciativa foi extinta mas já era tarde: Conceição havia se encantado de tal forma com a orientação não apenas do consumidor, mas também e principalmente do cidadão.

“Produzimos um vídeo e duas cartilhas, uma destinada ao público jovem e outra para o público adulto, este trabalhou era realizado nas escolas, nas feira livres e nas comunidade, sempre levando a orientação e os direitos do consumidor, divulgávamos o Código de Defesa do Consumidor e orientávamos o cidadão”, relembra. E o encantamento com a área do consumo se juntou ao interesse pela questão ambiental: “Me juntei com um grupo de pessoas e no ano de 1998, após participar da Assembléia de Criação do FNECDC no segundo Encontro Nacional das entidades (Enedec), nós fundamos o Instituto para o Consumo Educativo Sustentável – Icones”, expõe.

O trabalho realizado pelo ICONES sempre foi feito de forma voluntária. Para potencializar o trabalho foi feita uma parceria com a ONG Associação Novo Encanto de Desenvolvimento Ecológico em e desde então as entidades trabalham juntas, priorizando as ações de Educação Ambiental, consumo sustentável e controle do tabagismo com a realização de cursos, palestras e oficinas.

A atividade de educação para o consumo no Município de Belém, pontuou na vida de Conceição um novo olhar para o mundo. O trabalho que realizou em áreas de pobreza com comunidades quilombolas e populações da zona da mata, agreste e sertão nordestino foram marcantes em sua trajetória. Atuou também na periferia de Rio Branco, no Acre, na área de geração de trabalho e renda e com os Índios e caboclos ribeirinhos das margens dos rios Amazonas, Tapajós e Arapiuns na área de educação em saúde. “Eu aprendi muito com o modo e estilo de vida simples de cada uma das pessoas que conheci e convivi, Aprendi como é possível viver com simplicidade, pois convivia com pessoas que viviam com o mínimo possível”, afirma, orgulhando-se por trabalhar para populações que são pouco lembradas e tão carentes de informações. “Foi gratificante e valorosa essa experiência”, diz.

E como as demais lideranças do movimento consumerista brasileiro, o espírito dessa guerreira que luta em prol do consumidor e do meio ambiente, continua forte: “Ainda quero fazer muitas coisas, continuar estudando me especializar mais e continuar o trabalho com educação ambiental e o consumo sustentável sensibilizando as pessoas”, afirma. “Quero ajudar na construção de um estilo de vida que propicie boa condição vida no planeta para a atual e futuras gerações”, empolga-se.

A empolgação inclui para este ano de 2010 novas ações em parceria com a Universidade Federal do Pará e a Associação Novo Encanto. Vão ampliar o trabalho de Educação Ambiental nas escolas localizadas no entorno do Parque Estadual do Utinga, lugar onde estão localizados os mananciais de água que abastecem a cidade. “Nessas ações vamos focar na temática da importância da preservação da água e do Parque, utilizando a metodologia lúdica do Teatro de Fantoches que encanta crianças , jovens e adultos”, conclui.



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