MDCC de Porto Alegre orienta pais na compra de material escolar
Edy Mussoi, presidente do MDCC/RS Foto: Arquivo
As entidades de defesa do consumidor se vêem bastante solicitadas nesta época de volta às aulas, quando os pais novamente têm que decidir em qual escola matricular seus filhos, fazer compras de livros e materiais escolares. Ao contrário do que se poderia pensar, não são apenas os pais inexperientes no assunto que encontram dificuldades, informa a presidente do MDCRS, Edy Mussoi, de Porto Alegre.
Segundo Edy, há procedimentos muito simples mas que as pessoas deixam de fazer. Fazer as compras acompanhados dos filhos e não pesquisar os preços são postura comumente adotadas pelos pais, explica a presidente do MDC, ao lembrar que apesar de os pais se sentirem incomodados com o tamanho das listas, a maioria nem se lembra de aproveitar o que sobrou do ano anterior.
“Os pais não sabem que a escola não pode pedir o que for de uso coletivo, como material de limpeza, como detergente”, diz ela. Por isso, nas entrevistas que tem dado à imprensa de Porto Alegre, Edy sempre enfatiza os aspectos que o consumidor precisa levar em conta. Confira as dicas:
Comprar o material escolar mais caro é essencial para educação de seu filho?
Nem sempre. Uma borracha, por exemplo, existem de vários preços, tem umas que tem cor, cheiro, capinha protetora, com lindos desenhos etc, porém há borrachas com preço inferior, a metade do preço ou até mais e, acredite, funciona tão bem como a outra que tem um monte de frescuras.
Resumindo, muito do que você paga é pelo luxo e pela moda. Não caia nesta. Para ajudar os desesperados pais aqui vão 10 dicas para comprar material escolar mais barato ou com o menor preço:
1º – Nunca leve seu filho junto – seu pimpolho vai querer tudo que estiver a sua vista, fará chantagem etc, e você acabará levando coisas desnecessárias.
2º – Comprar fora de época – o preço do material escolar tende a baixar depois que passa o início do ano letivo. Alguns itens da lista se repetem todos os anos, então muita coisa você pode adquirir até antes.
3º – Comparar preços das lojas – faça orçamento em pelo menos três estabelecimentos, normalmente as lojas do centro da cidade costumam ser mais baratas.
4º – Pesquisar na Internet – antes de sair na rua para comprar visite as lojas on line, é possível encontrar um bom preço em determinados itens. Utilize os sites de comparação de preço como Buscapé, BondFaro, JáCotei e outros, para descobrir o melhor preço.
5º – Custo benefício – Colocar na balança qualidade e preço. Tente aliar a qualidade dos produtos a um bom preço, nem tudo que é barato e ruim.
6º – Material do ano anterior – muita coisa do ano anterior pode ser aproveitada com mochila, réguas, estojos, canetas, lapiseiras, não é necessário comprar tudo novo novamente. Veja o que ainda pode ser usado. E vá subistituindo no decorrer do ano quando houver necessidade (veja 2ª dica).
7º – Sugestão da escola – nem sempre o que a escola sugere é indispensável, use o bom senso. Você precisa realmente “daquele dicionário” que é sugerido pela escola?
8º – Livros usados – livros de filhos e parentes mais velhos podem ser aproveitados, verifique isso antes de sair as compras, muitas vezes compramos coisas que já temos em casa. Claro que se for livros de exercícios não é possível ser reutilizados, mas livros só de leitura não há motivos para adquirir outro.
9º – Compre a vista – Normalmente a vista é sempre mais barato, cerca de 10%!
10º – Pechinche sempre – A maioria das lojas colocam a margem de lucro um pouco acima já esperando que o cliente pechinche. Junte todos os orçamentos assinalando os menores preços das outras lojas, inclusive da Internet, vá a uma loja e fale que você comprará tudo se o gerente fizer um preço especial.